Comenda do Mérito dos Guararapes

A Ordem do Mérito dos Guararapes foi instituída pelo Decreto nº 4.891, de 20 de janeiro de 1978, sendo a mais importante comenda concedida pelo Estado a pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, que se destacaram por méritos excepcionais ou pelos relevantes serviços prestados a Pernambuco.

É constituída de cinco graus (Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro) em dois quadros (Efetivos e Especiais), estando o primeiro classificado por duas categorias: Ordinária e Suplementar.

A categoria Ordinária compreende autoridades e servidores ativos, civis e militares, do Governo do Estado, estando na Suplementar os cidadãos pernambucanos não servidores públicos.

O governador do Estado é o Grão-Mestre da Ordem, que tem ainda como Chanceler o secretário da Casa Civil a quem compete presidir as reuniões do Conselho da Ordem do Mérito dos Guararapes, entre outras atribuições. Ainda integram o Conselho, como membros natos, os secretários da Administração, da Cultura, da Casa Militar e da Assessoria Especial do governador; dois membros nomeados e um secretário da Ordem.

A Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes remete a um importante episódio da história: a insurreição dos habitantes de Pernambuco contra o domínio holandês. Foram duas batalhas travadas, em 1648 e 1649, que colocaram em campos opostos holandeses e as forças luso-brasileiras no Monte dos Guararapes (Jaboatão dos Guararapes). A Batalha dos Guararapes é considerada pelos historiadores como sendo o marco da construção da identidade brasileira porque uniu, contra o holandês invasor, negros, índios e brancos.

Dessa forma, a insígnia da Ordem tem inserida a Cruz de Malta, que traz as principais referências a esse importante momento histórico, como a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, erguida a pedido do general Francisco Barreto de Menezes em louvor à Nossa Senhora pela vitória alcançada.